No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos ocupavam uma posição de poder à escala global sem precedentes orientados por planos cuidadosamente desenvolvidos para organizar o mundo. A cada região foi atribuída uma função e determinou-se que África seria confiada à Europa, que poderia tirar partido da sua reconstrução. Contudo, mais recentemente, intensificado pela administração Obama, os Estados Unidos decidem que também deveriam integrar a estratégia de tirar partido do continente africano, juntamente com a China (In: Noam Chonsky,
Quem Governa O mundo?, 2016).
Se entende assim a posição norte-americana em relação ao colonialismo europeu em África, bem como em relação à luta armada e, hoje, nós por cá, do PAICV ao MPD, amarrados neste estado de espírito do escravo bom, candidatamos novamente ao lugar de capataz do império, lugar que a bem verdade nunca largamos. Foi assim com a parceria especial com a UE no tempo da outra senhora e continua a ser assim com o SOFA no tempo da nova senhora.
[Na imagem "Capataz, Com Chapéu" by Alan, 2018]