22/08/2018

Redefinições

Redefinições (2016). Realizado em parceria com António Santa Maria, entre os anos de 2007 e 2008, o documentário retrata a experiência de uma parte dos estudantes cabo-verdianos em Lisboa. 

[Na imagem capa Redefinições, 2016]

15/08/2018

Tradados da transgressão e da desobediência civil

Algumas das leituras obrigatórias perante o contexto mundial e cabo-verdiano atual: "A desobediência civil" de Henry David Thoreau, "Discurso da dissidência de Noam Chomsky", "A política do rebelde: tratado de resistência e insubmissão" de Michel Onfray, "A dominação e a arte da resistência: discursos ocultos" de James C. Scott, "Mil planaltos. Capitalismo e esquizofrenia" de Gilles Deleuze e Félix Guatari, "Esboço para uma auto-análise" de Pierre Bourdieu, "Cheikh Anta Diop ou a honra de pensar" de Jean-Marc Ela" e os "Condenados da terra" de Frantz Fanon.

[Imagem da capa do álbum Dosobeissance de Keny Arkana, 2008]

13/08/2018

Vidas e Obras

Vidas e Obras é um projeto de entrevistas conduzido por Pedro Marques, cujo principal objetivo é recolher, partilhar e valorizar o trabalho no mundo das artes, da sociedade, do desporto, do protesto e da intervenção. Aqui a entrevista recém-publicada de Miguel de Barros, sociólogo e investigador bissau-guineense. Aqui a minha entrevista publicada em março do ano passado. Em comum, trabalhos em conjunto sobre rap e ativismo juvenil. 

[Imagem sacada na net]

07/08/2018

(Re)qualificação urbana e qualidade de vida

Nunca se falou tanto em requalificação (ou qualificação) urbana, contudo, quando se assiste a um conjunto de atentados urbanos (públicos e ambientais) na Praia em nome da qualidade de vida, as questões pertinentes a colocar são: que tipo de qualidade de vida e para quem? Quem está a refazer a cidade? Como a está a refazer? Em nome e às custas de quem?  

[Imagem sacada na net]

03/08/2018

Escravatura como estado de espírito

No final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos ocupavam uma posição de poder à escala global sem precedentes orientados por planos cuidadosamente desenvolvidos para organizar o mundo. A cada região foi atribuída uma função e determinou-se que África seria confiada à Europa, que poderia tirar partido da sua reconstrução. Contudo, mais recentemente, intensificado pela administração Obama, os Estados Unidos decidem que também deveriam integrar a estratégia de tirar partido do continente africano, juntamente com a China (In: Noam Chonsky, Quem Governa O mundo?, 2016).   

Se entende assim a posição norte-americana em relação ao colonialismo europeu em África, bem como em relação à luta armada e, hoje, nós por cá, do PAICV ao MPD, amarrados neste estado de espírito do escravo bom, candidatamos novamente ao lugar de capataz do império, lugar que a bem verdade nunca largamos. Foi assim com a parceria especial com a UE no tempo da outra senhora e continua a ser assim com o SOFA no tempo da nova senhora.  

[Na imagem "Capataz, Com Chapéu" by Alan, 2018]