Em Cabo Verde todos estamos direta ou indiretamente dependentes do Estado, visto que ele é total. Contudo, há uns (uma minoria) que não se sentem acorrentados e outros (uma maioria) destinados a servir. Daí a metáfora sociedade servil de Suzano Costa. As marchas de protesto em Cabo Verde por não serem algo sistemático e funcionarem apenas como um instrumento de reação, por falta de uma agenda transformadora, destinam-se quase sempre a um momento orgásmico, bem como uma oportunidade de protagonismo umbiguista. Não sou eu a dizer, mas acontecimentos recentes assim o dizem. Sobre o próximo 5 de julho, até acho cheio de simbolismo etc e tal, ainda assim, não me aquece nem me arrefece porque sou mais para a cena da desobediência civil e ocupação permanente das imediações dos espaços nacionais de poder com uma pauta bem definida e completamente transparente.
[Imagem sacada na net]




