De gangues a organizações de rua: grupos de jovens armados e a construção de uma cultura de resistência. Artigo em que procuro, por um lado, refletir sobre a necessidade da recuperação do legado de W.E.B. Du Bois no estudo dos gangues de rua, que, no caso cabo-verdiano, obriga-nos à mobilização dos conceitos de identidade racial, de gênero e de resistência como alternativa teórica para uma melhor compreensão sobre a apropriação da palavra thug pelos jovens em situação de desafiliação e, por outro, através da discussão sobre a adaptação da teoria dos movimentos sociais no estudo dos gangues, procuro fugir às interpretações sociológicas conservadoras e moralistas que normalmente são reproduzidas nos estudos sobe a delinquência juvenil em Cabo Verde, na tentativa de perceber em que medida a estética politizada do gangsta rap difundido por Tupac proporcionou a esses jovens um sentido e uma consciência histórica no processo de reconstrução da sua identidade social e política.
Um olhar alternativo em relação ao debate sobre a criminalidade urbana em Cabo Verde e em modo busca de elementos para a construção de uma agenda de política colaborativa de segurança comunitária e urbana,
Um olhar alternativo em relação ao debate sobre a criminalidade urbana em Cabo Verde e em modo busca de elementos para a construção de uma agenda de política colaborativa de segurança comunitária e urbana,
[Na imagem Spasu Triseru Mundu, 2015. Foto: RWL]



