12/02/2017

O nós e os outros (re)actualizado

O discurso não é novo, muito menos inesperado. Para Trump e seu elenco governamental, refugiados e muçulmanos são sinônimos de terroristas, latinos equivalem a traficantes de drogas e negros são membros de gangues. Nas Hespérides crioula, alguns trumpistas já mal conseguem disfarçar o embaraço, mas não obstante a sua tão elevada inteligência proclamada, ainda não deram conta que correspondem ao novíssimo perfil racial do mal.    

[Imagem de Tchalé Figueira, 2016]

10/02/2017

FRESH STREET#2

No próximo mês de Maio irei participar no International Seminar for the Development of Street Arts, em Santa Maria da Feira (Portugal) onde falarei sobre o street art no contexto cabo-verdiano no painel Over The Seas - Street Arts Beyond Europe, em modo busca de possíveis parcerias para um projeto de intervenção urbana nas ilhas.

09/02/2017

A ideia do Cabo Verde Global e o discurso dos novos compromissos

Isto de afirmar que a nação é global, ou seja, que ultrapassa em muito as fronteiras físicas e a população residente no país, para se projetar através da nossa diáspora na Europa, nas Américas, em África e em todo o mundo é deveras algo muito giro de estar estampado num Programa do Governo, mas é quando surge situações do tipo é que se terá a oportunidade de se provar na prática o tal compromisso do Estado em assumir as comunidades cabo-verdianas emigradas como uma das suas mais altas prioridades. 

[Na imagem parte do bairro de Santa Filomena, Amadora, 2012. Foto RWL]

30/01/2017

Rap e pesquisa etnográfica

Amanhã será publicado a edição número 3 da Revista Desafios, no Campus do Palmarejo da Uni-CV, em que participo com o artigo "Rap e pesquisa etnográfica", escrito em 2013, na sequência da participação no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia desse mesmo ano, em Vila Real, Portugal, com a comunicação "Rap Kriol(u) e a pesquisa etnográfica: lógicas de desafiar a mudança no espaço urbano em (i)mobilização", como complemento do artigo publicado em 2015 nesta obra colectiva. O artigo analisa, por um lado, em que medida o rap, entendido como prática cultural juvenil urbana, tem revitalizado o exercício da cidadania e, por outro, de que forma uma pesquisa etnográfica engajada ajuda a alargar o marco compreensivo de realidades subalternas ignoradas nas ciências sociais, contribuindo assim para o "empoderamento" juvenil individual e colectivo.   

[Na imagem convite do lançamento da edição n. 3 da Revista Desafios]