18/10/2015

Liberdade Já!

Por cá o silêncio... dos manos e dos cotas. Sobretudo dos auto-intitulados guardiões da liberdade. Entretanto, em Angola, apesar do mediatismo do caso Luaty Beirão, outros jovens encontram-se em risco de vida, entre os quais Albano Bingobingo, torturado pelos guardas prisionais no seu nono dia de greve de fome. Hoje, Nós e os Outros faz todo o sentido...
   
[Imagem sacado no mural do facebook de LBC Soldjah]

11/10/2015

Vigília pela liberdade dos presos políticos em Angola

Em Maio deste ano, na comemoração da III Semana Académica de Relações Internacionais & Diplomacia do ISCJS, fui convidado a comentar o documentário televisivo Activate - Angola: Birth of a Movement, que retrata a luta dos "Revus", um mês antes da detenção dos seus principais protagonistas. Quase quatro meses depois desta posta, os jovens activistas angolanos continuam detidos. Por cá, no país dos "Charles da moda" e do "turismo revolucionário", no dia 13, terça-feira, espera-se solidariedade para com os "Revus". 

[Imagem de Maky Silva]

29/09/2015

Os novíssimos condenados da terra

Em todas as partes onde existem bairros ditos clandestinos habitados maioritariamente por migrantes, a sua população é estigmatizada e culpabilizada pelo todo o mal que ali acontece. Nas ilhas turísticas cabo-verdianas, o tráfico de droga, a prostituição e a exploração sexual infanto-juvenil, a gravidez na adolescência, o aumento da criminalidade, as doenças sexualmente transmissiveis e a higiene pública são problemas sociais que dizem ter surgido por causa dos "de fora", mais concretamente "badios", guineenses, senegaleses e nigerianos. Na Praia, antes dos deportados e da cena thug, os folk devils eram nigerianos. No entanto, é interessante notar que nestas ilhas, estas questões são costumeiramente dissociadas dos estrangeiros de origem europeia que gerem negócios obscuros, do banditismo político-partidário dos caciques locais e da extorsão institucional, sobretudo a policial.

[Na imagem Bairro da Barraca, Sal Rei, Boa Vista. Foto de RWL]

24/09/2015

Representar Zona Ponta, Praia, Cabo Verde

Publicado no Brasil, na obra colectiva sobre expressões artísticas urbanas organizado por Lígia Ferro, Otávio Raposo e Renata de Sá Gonçalves, o artigo Lógicas de desafiar a mudança nas "periferias" do espaço urbano em (i)mobilização: representar Zona Ponta, Praia, Cabo Verde, na sequência da minha participação no V Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, em Vila Real, Portugal, em 2013, onde apresentei uma comunicação intitulada Rap Kriol(u) e a pesquisa etnogáfica: lógicas de desafiar a mudança no espaço urbano em (i)mobilização. A partir das narrativas de Pex e Hélio Batalha, rappers de Ponta D'Água, pretendi, por um lado, analisar a emergência de um movimento contestatário na cidade da Praia e, por outro, através dà pesquisa etnográfica, alargar o marco compreensivo das realidades subalternas ignoradas nas ciências sociais cabo-verdianas e no sistema político instituído.

Descrição do livro aqui

[Na imagem capa da obra colectiva]

20/09/2015

Da ilusão do saber

Escreve Jean-Marc Ela que seria perigoso erguer um muro de silêncio em torno de intelectuais como Cheikh Anta Diop (ou de muitos outros intelectuais africanos), o que, naturalmente, é de esperar que aconteça nos meios que pensam ter chegado aos Himalaias do saber não tendo, por isso, nada mais a aprender com os contributos africanos. Infelizmente, nós por cá, (re)criamos meios destes, onde seres pensantes através da cabeça dos outros a sofrer do Efeito Dunning-Kruger vomitam analiticamente oceanos de nada.

[Na imagem La tête dans les étoiles by Oakoak, 2015]