10/07/2020

Di kamaradas a irmons: o rap cabo-verdiano e a (re)construção de uma identidade de resistência

Como resultado de trabalhos apresentados em painéis realizados nos VI e VII Congresso da Associação Portuguesa da Antropologia e na VII Conferência da Rede de Afroeuropeans, organizamos (em parceria com Lívia Jimenez Sedano e Otávio Raposo) o dossier juventudes, decolonialidades e estéticas insurgentes, publicado na edição número 37 da Revista Tomo. Integrado no dossier está o artigo "Di kamaradas a irmons: o rap cabo-verdiano e a (re)construção de uma identidade de resistência", que tem como base pesquisas etnográficas sobre o rap e os movimentos sociais em Cabo Verde, uma parte enquadrada no programa de pesquisa MRI CODESRIA 2018/2019. desenvolvida nas cidades da Praia e do Mindelo. 

Através da música Afrokabuverdianu de Ga da Lomba e Kuumba Cabral faço uma "síntese histórica da invenção da identidade mestiça em Cabo Verde para refletir sobre a importância do rap na rearticulação de uma identidade africana para a juventude deste arquipélago. Expoente de resistência para aqueles que habitam espaços marginais (e di fora) das cidades da Praia e do Mindelo, o rap cabo-verdiano sintetiza a inventividade das novas formas de fazer política entre os e as jovens na contemporaneidade".     

[Foto: David LaChapelle, 2012]