02/12/2017

Sim, delinquentes são os outros - parte 2

Há duas semanas, o Gestor da EMEP tinha dito que não iria falar sobre o assunto. Provavelmente, a CMP, o grande responsável por toda esta situação, pede ao homem para dizer algo. Sobre esta explicação, apenas confirma o seu legado de prática de extorsão legitimada pela CMP e pelo Sistema de Justiça. Vamos por partes: 1) diz o homem que a EMEP foi criada para disciplinar o estacionamento no Plateau, que era um caos. Ótimo. Contudo, a pergunta que fica é quem irá disciplinar as incivilidades do senhor Fernandes. 2) Que eu saiba, ninguém negou pagar o dístico de morador. O que acontece é que, em alguns casos, o senhor recusa conceder dísticos por supostas multas. Por exemplo, alguém residente pede um dístico, entrega os documentos exigidos e o homem diz que estes não servem (incluído a declaração de residência da CMP, o que pode ser interpretado como que chamar os serviços camarários de corruptos). Pede outros, a pessoa vai pagando estacionamento durante mais de três meses. Uma vez ou outra, recebe uma multa que vai se acumulando. Ao acumular, decide conceder o dístico, mas sob condição de pagar uma multa de centenas de contos. Este tipo de prática tem um nome. EXTORSÃO. Punido no código penal, o que faz dele um Fora da Lei. 3) Mesmo que as multas fossem legais, que não o são, existe um protocolo jurídico que a EMEP deverá seguir. Ele não o segue e atua. Mas, o munícipe vítima de extorsão e roubo institucional, ao seguir os corredores da justiça, depara-se com a burocracia colonial cabo-verdiana, burocracia que o senhor EMEP não está disposto a seguir. 4) Alguém diz ao senhor Fernandes que se a rua é pública, então ninguém deve pagar nada. Uma aulinha básica a este senhor sobre a diferença entre um bem público e um bem privado não custava nada. 5) Diz estar aberto ao diálogo, mas que não se vai render. Nem deste lado está previsto rendição e na falha da justiça pública, justiça privada se combate com contra justiça privada. 6) O PR da Pró-Praia, desempenha neste processo apenas a sua obrigação que é a defesa dos interesses dos munícipes ante delinquentes institucionais. Eu, pessoalmente, não tenho nada contra a EMEP ou a CMP, nem devo-os nada, mas, abomino delinquentes de colarinho branco, umas das principais razões da existência da outra delinquência, que se diz estar a combater.

[Na imagem Gangland East St. Louis Ghetto]