12/08/2017

Cabo Verde, Israel, política externa e o estado das coisas

Quem teve o privilégio de ler a obra de Renato Cardoso, sobre os feitos da diplomacia cabo-verdiana nos primeiros anos de vida como nação (in)dependente, sabe que o setor anda à deriva há já algumas décadas e não de um ano para cá. Eu entendo a aproximação com Israel numa onda de sacar dinheiro e competências na agricultura etc e tal. Nada contra. Sobre os argumentos de que esta aproximação impõe-se pela nossa matriz cultural judaico-cristão, sugiro uma leitura a Cheikh Anta Diop ou sobre o papel dos judeus no tráfico negreiro em Cabo Verde. Independentemente disto tudo, penso que declarar apoio incondicional (se for realmente este o caso) a um Estado Colonialista e Terrorista (que convém não confundir com o povo judeu) é algo, assim, desavisado. 

[Na imagem Os Boiadeiros by José Borges]