29/03/2017

Carta da Maré, Rio de Janeiro - Manifesto das Periferias: as periferias e seu lugar na cidade

Durante 3 dias, no Complexo da Maré, o maior conjunto de favelas do Brasil, pesquisadores, ativistas e artistas de cerca de 20 países estiveram reunidos no I Seminário Internacional organizado pelo Instituto Maria e João Aleixo e o Observatório das Favelas, sob o tema "O que são as periferias, afinal, e qual seu lugar na cidade?", com o objetivo de se criar uma rede internacional de ação e reflexão sobre as periferias. Do trabalho colaborativo sai "Carta da Maré, Rio de Janeiro - Manifesto das Periferias: as periferias e seu lugar na cidade" que será o documento orientador da Internacional e vários projetos colaborativos para os próximos tempos.  

[Na imagem Campo de Paty, Nova Holanda, Complexo da Maré, Rio de Janeiro. Foto de António Brito Guterres]

25/03/2017

"Padrões" familiares e violência simbólica

Mais um excelente trabalho de serviço público de autoria de Chissana Magalhães, complementado por este outro de autoria de Sara Almeida. Sobre o Grupo Doméstico em Cabo Verde e sua "estrutura", ver esta leitura do Censo 2010 publicado pelo INE, em 2014.

[Na imagem Happy Family by Redboy, 2010]

22/03/2017

Working paper sobre gangues de rua disponível no repositório do CICS.NOVA-UMinho

Publicado em formato working paper, no repositório do CICS.NOVA.UMinho, o paper "Street soldjas: breve aproximação teórica para o estudo de gangues de rua de Cabo Verde", em que a partir da revisão da literatura sobre o estudo dos gangues de rua, busca-se evidenciar a pertinência das reformulações teóricas no estudo da criminalidade urbana na análise dos gangues de rua em Cabo Verde. 

[Na imagem Bastonada, 2014. Foto de RWL]

19/03/2017

Artigo sobre criminalidade urbana em Cabo Verde publicado no ebook Segurança e defesa: conflitos, criminalidade e tecnologia da informação

Acaba de ser publicado o ebook Segurança e defesa: conflitos, criminalidade e tecnologia da informação, em que participo com o artigo "Ghetto soldjas: as ciências sociais e o estudo da criminalidade urbana em Cabo Verde - apontamentos teórico-empíricos", numa parceria com Katia Cardoso, na sequência do I Congresso Internacional de Segurança e Defesa, realizado na Universidade de Cabo Verde, em novembro de 2015. O artigo tem como pretensão discutir a pertinência teórica do quadro analítico utilizado no estudo da criminalidade urbana em Cabo Verde. 

11/03/2017

Seminário Diálogos Lusófonos Transatlânticos

Na próxima semana, juntamente com o sociólogo bissau-guineense Miguel de Barros, irei participar no seminário Diálogos lusófonos transatlânticos. Produção de conhecimento em ciências sociais e formação de uma massa crítica nas sociedades em (re)construção, organizado pelo Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana, do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a comunicação "lógicas de desafiar a mudança nas 'periferias' do espaço urbano em (i)mobilização", procurarei discutir através dos conceitos juventude(s) e violência(s), a emergência de um movimento contestatário na cidade da Praia manifestadas pelo rap, protestos de rua e gangues juvenis e, por outro, orientado por aquilo a que chamo de sociologia de transgressão, buscar alargar o marco compreensivo de realidades subalternas ignoradas nas ciências sociais (re)produzidas em Cabo Verde, bem como no poder político instituído e no imaginário popular. 

07/03/2017

Violência policial combina comigo! Parte 2

Entre os anos de 2011 e 2012 participei num projeto de investigação financiado pelo CODESRIA, em que se procurou a partir de uma análise comparada explorar a cobertura dos meios de comunicação social sobre questões de direitos humanos (especificamente a violência do Estado) nos países de língua oficial portuguesa, mais concretamente Moçambique, Angola, Guiné-Bissau e Cabo Verde, durante 20 anos (de 1990 a 2010). Sobre Cabo Verde publiquei já dois artigos e o livro contendo os resultados do estudo deverá ser publicado ainda este ano.

A violência policial é um dos temas em destaque no estudo e sobre o assunto deve-se reter o seguinte: embora se reconheça que a polícia para o melhor cumprimento dos seus deveres necessita de poderes especiais, que devem no entanto ser limitados e só utilizados no cumprimento das ações policiais, torna-se imperativo combater algumas ideias-força vigentes na cultura policial ou mesmo no imaginário popular de que a força policial deverá ser ilimitado, porque os fins justificam os meios, sendo que a crueldade dos criminosos justifica qualquer ação violenta policial, o que poderia acrescentar perante alguns comentários recentes em relação a este último caso, inclusive o assassinato.

Não sei se a intenção avançada pelo MAI terá algum efeito prático, contudo, o certo é que crimes do tipo configuram crime de homicídio e vem acontecendo a já vários anos.

03/03/2017

Violência policial combina comigo!


A brutalidade policial em Cabo Verde vêm-se manifestando há já vários anos de várias formas, inclusive assassinatos extra-judiciais, e é suportada pela cultura da hiper-masculinidade caraterística da nossa identidade, por um lado, e pela ideologia securitária por nôs adotada, por outro, só que tal como muitos outros assuntos nacionais fraturantes, prefere-se meter a cabeça no buraco sen djobi pa ladu.

Ministério da Administração Interna abre investigação interna a morte de detido

[Na imagem Violência policial combina comigo!, 2011. Não interessa o autor]