07/09/2016

Eu e os 56,5%

Primeiramente eu não voto e sou da equipa dos 56,5%. Não meramente por rebeldia ou como parte de uma manifestação anti-política, mas por achar que fazer política não se limita ao dia de colocar a coisa na urna e, sobretudo, porque nenhuma das cinco candidaturas na Praia me disseram alguma coisa. Isto de voto em branco é muito bonito mas não me diz nada e idiota do cientista ou analista político que ignore a compreensão qualitativa da abstenção na análise das eleições dos novos tempos.

Preferindo evitar falar do PAICV e do seu erro de casting comunicacional e político, reconheço que a equipa suportada pelo MPD fez, nos últimos anos, um bom trabalho na Praia. em matéria de levantar o auto-estima dos praienses depois do furacão Filú e na arte da cosmética urbana. A sociologia urbana chama a esse segundo processo de esteticização urbana, o que quer dizer que é necessário muito mais para que de facto se alcançe o tão falado bem-estar social. que da minha felecidade trato eu.

Sinceramente, não vejo como que uma equipa que confunde política urbana com política imobiliária ou edificação de minis fitness park e afins com política de promoção de espaços públicos conseguirá alcançar o chamado urbanismo de coesão social, mas temos os próximos quatro anos para ver se a malta abre a pestana, sem grandes expectativas e djobendu senpri pa ladu.

Sobre as restantes candidaturas, o mês do carnaval que eu saiba é em Fevereiro, embora a malta da cidade dos mandingas inventou a cena do carnaval de verão.

[Imagem sacada na net]