02/06/2016

Da série "thug life"

Vai e volta e a violência, criminalidade, delinquência e afins entra na agenda pública (ou nunca saiu). Do meu ponto de vista, continuamos aqui e embora queira acreditar que podemos caminhar para a aposta em políticas públicas inclusivas e participativas, pelo menos na Praia, o contexto social e urbano em construção poderá vir complicar ainda mais a coisa. Em 2011, quando falei pela primeira vez da geração Zé Pequeno e do financiamento público do armamento bélico dos grupos armados (aqui, aquiaqui, aqui e aqui) houve almas bem identificadas que falaram em invenção de objectos e de promoção de violência/delinquência. A questão que se põe é: porque é que não obstante a política de repressão iniciada em 2005 e a mudança de liderança nos grupos armados por via de prisões em massa, emigração e mortes, o "problema" da criminalidade urbana persiste? E vem se reconfigurando? Pois, para azar dos intelectuais folclóricos, que querendo furtar as suas capacidades natas de mau carácter projectam-na noutros, a resposta à questão carrega muitas balas nucleares e o biénio 2016/2017 promete... 

Por fim, uma comunicação de Agosto de 2013. Afinal, política também se faz a partir da academia, para desagrado dos muitos "cientistas puros".             

[Imagem sacada na net]