21/12/2015

Em meu pais o crime compensa! Vergonha...

Do célebre funaná dos finais dos anos de 1980, salvo erro dos Finason, explorando a imaginação social do sucesso masculino da época: uma casa na Praínha e uma mulher na TACV, em parte alcançado pelo Zemas, a verdade é que desde os anos de 1990 ouço falar dos sucessivos buracos na dita companhia de bandeira nacional, especialista em produzir milionários que por lá passam como gestores. Desta vez, no entanto, a coisa parece ganhar repercussões mais graves e levanta o véu a um problema estruturante que é a forma como os sucessivos governos têm gerido a coisa pública a partir de uma política de compadrio, produzindo gestores super heróis que ocupam simultaneamente vários cargos, ditos de confiança político-partidária, bloqueando jovens com melhores qualificações e capacidade técnica. Os dois últimos casos, da integração dos camaradas Júlio Correia e Lívio Lopes na IUE e ARE respectivamente, é apenas mais um episódio da orgia institucional reinante no país. Ao invés de se centrar a discussão se a maioria destes gestores super heróis têm perfil para os cargos nomeados e/ou convidados, a discussão deveria ser colocado na relevância do currículum dos mesmos para os trabalhos a que são contratados. Indo por esse caminho, os escândalos seriam bem maiores e a criminalidade não só ganharia novas caras, como poderia ser renomeada.

[Imagem desviada da net]