30/07/2015

Do optimismo trágico... parte II

Em Janeiro de 2015 a arquitecta Andréia Mossab esteve no extinto Ciclo de Seminários de Investigação, no ISCJS, e o assunto do Djéu surgiu como mais um exemplo de aberrações megalómanas apresentadas naquele que um dia foi sonhado como o Japão de África.

Sobre o casino em si, experiências outras mostram que será direccionado para as excentricidades dos endinheirados asiáticos e europeus e mais um espaço de masturbação simbólica para a classe dos novíssimos ricos cabo-verdianos. Igualmente mostram que existe fortes probabilidades de este vir a ser mais uma lavandaria do crime organizado internacional. Mas sobre este assunto recomendo a leitura de, entre outros, Lydia Cacho e Misha Glenny.

Por detrás da oportunidade de criação de mais subempregos e do glamour da maquete em riba, o certo é que relatórios do tipo, em matéria de escravatura laboral e sexual, no futuro, será bem mais duro para Cabo Verde (ler a partir da página 109). Em relação ao pessoal que agora despertou, mais "désobéissance civile" se faz favor e atenção que esta posta foi escrita já lá vai quase dois meses.

Adenda: Espaço Público da RCV, em Fevereiro último.

[Na imagem maquete do projecto do senhor Chow roubado algures no facebook]