“Eu não acredito em partidos políticos. Acho sim que devia haver movimentos de pressão nascidos na sociedade, sem esquemas partidários, sem esquemas institucionais, de raiz, isto é que seria a solução. Mas, as pessoas têm de iniciar um processo de auto-consciencialização e não de consciencialização institucional” - entrevista publicada no Expresso das Ilhas, a 28 de Julho de 2014, com o título "Estamos sentados num barril de pólvora".
E foi com este objectivo que se criou o projecto Djumbai Libertariu...
E foi com este objectivo que se criou o projecto Djumbai Libertariu...
Olhando para o cenário sociopolítico oito meses depois, os últimos dados do Afrobarometer mostram que os cabo-verdianos estão pessimistas em relação à situação ecnómica do país, tendo a situação piorado nos últimos doze meses. O desemprego (72%) é a maior preocupação, seguido pelo crime e segurança (38%) e pobreza (25%). A falta de alimento/fome é percepcionado como um dos dez principais problemas do país. A coorporação policial é a instituição percepcionada como a mais corrupta, seguida dos funcionários públicos, Primeiro-Ministro e funcionários do seu gabinete e funcionários das finanças. Os deputados nacionais surgem no sexto posto das instituições percepcionadas como a mais corrupta do país. 73% dos inquiridos acham que os líderes dos partidos políticos estão mais interessados em servir as suas próprias ambições políticas. O governo é mal avaliado em relação ao combate na redução do crime, luta contra a corrupção no seu seio, criação de emprego, melhoria da condição de vida dos pobres e redução da desigualdade social. Os cabo-verdianos confiam menos no PAICV (39%), nos partidos da oposição (42%), no PM (47%) e no Presidente da República (57%).
Em suma, para o cabo-verdiano o país encontra-se em recessão económica, a corrupção institucionalizou-se, as instituições públicas não funcionam, os políticos só pensam no seu bolso e o governo tem falhado nos sectores cruciais, como são os sectores sociais e de fiscalização.
José Maria Neves recebido com protestos na Boa Vista. Afinal, o barril de pólvora existe, escreve o jornal A Voz...
[Na imagem A Voz de 3 de Abril de 2015]
