Escrevi algures que existe um tipo de rap cabo-verdiano simbolizando a fala do subalterno e representando o "mundo de baixo", expressão de uma nova
forma de protesto juvenil oculto a que Jean-Marc Ela apelou para que os
pesquisadores africanos estivessem atentos. A nova narrativa dos Vice City enquadra-se neste tipo de rap, de cariz pós-colonial, em que através da crítica ao legado colonial (re)constroi-se uma identidade contestatária contra aquilo a que Samir Amin chamou de farsa democrática.
"Indiferença" é resultado de mais um trabalho colaborativo com o gangsta rap (revolutionary gangsta rap) praiense.
[Imagem de Dudu Rodrigues, 2008]
[Imagem de Dudu Rodrigues, 2008]
